Comunicador Social e Professor de Sexologia, Márcio Ruiz Schiavo é co-autor do estudo, “Sobra TV ou Falta Família? Os Programas Infantis e a Formação Sexual das Crianças”. Além disso, é diretor-presidente da Comunicarte, agência de responsabilidade social.
Em seu estudo, realizado a partir de 441 questionários coletados no Rio de Janeiro, Schiavo analisa a importância da programação adulta nos hábitos televisivos infantis e expõe o comportamento dos pais frente à exibição de conteúdos inadequados a seus filhos. Entre outras coisas, o estudo detectou que:
- Mais de 72% das crianças entrevistadas passam mais de 3 horas diárias na frente da TV;
- 87,1% dos pais assistem à TV regularmente com os filhos;
- 81,9% dos pais conversam freqüentemente com seus filhos a respeito dos programas a que eles assistem;
- 65,8% dos pais conversam com freqüência com seus filhos sobre os programas a que eles assistem quando o tema é sexualidade;
- 26,7% dos pais fazem restrições ou proíbem de maneira constante que seus filhos assistam a algum programa.
Em sua entrevista ao Midiativa, Schiavo afirma que a audiência infantil a programas inapropriados poderia acabar se os próprios pais abrissem mão de assistir a tais programas: “Seria um bom exemplo mostrar que, o que não é bom para os filhos, também não é bom para os pais”. No entanto, ele ainda detecta bons exemplos na programação infanto-juvenil brasileira: “Existem exemplos positivos do uso da televisão para promover a educação sexual. É necessário, no entanto, que esses exemplos sejam a regra e não a exceção”, completa.
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